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28
set

Mais de 90% dos empregados no Brasil usam dispositivos de uso pessoal nos locais de trabalho

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Notebooks, celulares, smartphones, palms e outros dispositivos de uso pessoal estão sendo utilizados nos locais de trabalho por 92% dos trabalhadores brasileiros que utilizam a tecnologia no seu dia a dia, os chamados iworkers, de acordo com pesquisa encomendada à IDC pela Unisys Corporation. O levantamento mostra como a chamada consumerização de TI – que é como os equipamentos pessoais e as redes sociais utilizadas pela sociedade de modo geral estão ganhando espaço nos escritórios – pode afetar as organizações e seus funcionários. 

Os iworkers brasileiros, assim como em outros países, disseram que estão investindo seu próprio dinheiro e tempo em avançados dispositivos e em aplicações web, tecnologias muitas vezes mais poderosas do que as utilizadas pelas organizações onde trabalham. Além disso, eles admitem utilizar esses recursos indistintamente, tanto para o trabalho como para atividades pessoais. E esse uso é maior do que em outras regiões do mundo: 63% dos brasileiros utilizam celulares tanto para uso pessoal como relacionado ao trabalho. Nos Estados Unidos, este mesmo número é de 40%; na Europa é de 45% e na Austrália/Nova Zelândia é de 42%. 

Apesar desse nosso cenário, o estudo constatou é que as organizações no Brasil não estão integralmente conscientes a respeito de quais tecnologias seus funcionários estão utilizando durante o expediente. Além disso, os executivos entrevistados disseram não integrar essas tecnologias de consumo em suas organizações. "O número de funcionários que usam essas ferramentas está aumentando e as empresas podem e devem integrá-las de maneira que possam capitalizar essas inovações trazidas por seus funcionários", observa Paulo Roberto Carvalho, diretor de negócios da área de outsourcing e serviços de infraestrutura da Unisys Brasil e América Latina. 

O estudo aponta revela uma contradição: enquanto vários trabalhadores brasileiros afirmam ter a autorização de suas empresas para acessar sites na internet não relacionados ao trabalho, postar em blogs por razões pessoais e armazenar dados e arquivos pessoais nos computadores do trabalho durante o expediente, os executivos de TI dizem que essas atividades não são permitidas na mesma proporção dita pelos funcionários. "Esta diferença entre aquilo que os funcionários dizem ser permitido e o que as organizações realmente permitem mostra que há mais atividades ocorrendo dentro das empresas do que os executivos imaginam", observa Carvalho. 

Por exemplo, os trabalhadores brasileiros revelaram que estão utilizando notebooks, smartphones e celulares no local de trabalho, mais do que o dobro imaginado pelas organizações: 55% dos funcionários entrevistados afirmaram usar notebook próprio no trabalho, enquanto os executivos disseram que apenas 16% utilizam esse tipo de computador. Do mesmo modo, os gestores de TI afirmaram que 10%, em média, dos funcionários utilizam BlackBerry e smartphones, enquanto 30% dos funcionários disseram utilizar este tipo de aparelho. 

No que diz respeito ao BlackBerry tanto ao uso para trabalho como para atividades pessoais, 25% dos iworkers brasileiros utilizam o smartphone, indistintamente Nos Estados Unidos, esse número é de 15%; na Europa é de 19% e na Austrália/Nova Zelândia é de 14%. Além disso, a pesquisa mostra que os brasileiros estão à frente de outras regiões do mundo no uso das chamadas redes sociais tanto para atividades pessoais como para o trabalho: 

• O Facebook e o MySpace são usados por 15% dos brasileiros tanto para temas pessoais como para atividades ligadas ao trabalho. Nos Estados Unidos, este número cai para 3% e na Europa para 6%. Na Austrália/Nova Zelândia, este número é de 5%. 

• No Brasil, 20% usam o Twitter para trabalho e questões pessoais. Nos Estados Unidos, Europa e Austrália/Nova Zelândia, apenas 3% utiliza para ambas as razões. 

• A tecnologia VoIP, como o Skype, é amplamente usada pelos brasileiros também para questões pessoais e de trabalho: 32% dos iworkers afirmaram utilizá-la. Nos Estados Unidos, apenas 7% utilizam este tipo de comunicação, enquanto na Europa este número é de 16% e na Austrália/Nova Zelândia é de 17%. 

• 19% dos iworkers brasileiros afirmaram acessar páginas de redes sociais ao menos uma vez ao dia para trabalhar, enquanto 3% dos americanos, 7% dos europeus e 5% dos entrevistados da Austrália e Nova Zelândia indicaram utilizar estas ferramentas. 

"Estas comparações com outras regiões do mundo, levantadas pela pesquisa, mostram como essas tecnologias estão incorporadas ao dia a dia do brasileiro, especialmente daqueles que vivem nos grandes centros urbanos, e como eles se tornaram grandes usuários da tecnologia, tanto no trabalho como em suas vidas particulares. Esta tendência da consumerização de TI levanta importantes temas em relação ao suporte de TI, segurança de dados e rede, investimentos, entre outros. Assim, é essencial que as organizações coloquem a consumerização de TI como um assunto relevante em suas estratégias", alerta Carvalho.

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